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04/12/2007 01:43
Fênix
Não, nunca é tarde não. Quando me perguntavam se o blog estava morto, eu dizia que "em coma". Por quê? Porque precisava de um tempo para organizar o que eu queria de cada uma de minhas publicações. Com o www.fotolog.com/superexposto, consegui chegar mais perto do que eu queria como literário na minha nem sempre despretensiosa arte. Sim, eu sou multimídia pra caramba e algumas coisas não me cabiam só em palavras. Mas eis que chegou a hora de renascer o bloguinho com a cara que eu sonhei pra ele um dia. Vou tentar retomar a jovialidade que ainda tenho do primeiro ano de faculdade e juntá-la com toda a complexidade que me resolvi assumir nos últimos anos. Pra quê? Pra comentar fatos triviais e filosofias prosaicas sobre qualquer coisa que eu queria. É aquela tal democratização da comunicação, acho. Sou cheio de coisas bobas que eu queria falar pra todo mundo e aqui elas cabem direitinho.
Tá, chega de introdução. Mãos à massa:
Tenho ouvido músicas daquele tal primeiro ano da faculdade e do ano que o antecedeu, a famosa "época do cursinho". Fui pra Banca do TCC ouvindo o primeiro cd do Coldplay, aquele que eu ouvia enquanto estudava as apostilas do Objetivo. Legal como nada perdeu a intensidade pra mim. Ainda me divirto com Shiver e quero cantar berrando o final da música (coisa que ninguém no ônibus gosta quando eu faço - maldita coerção social). Ouvi We Never Change e ri baixinho (por causa da coerção). Yes, we do change! E eu ali, de camisa e sapato, indo pra banca tão sossegado, tão confiante, explicita uma ou outra das muitas mudanças nos últimos anos. Algumas semanas antes, eu teimei em ouvir Los Hermanos, o que não fazia já há algum tempo. Novamente, nada me perdeu a intensidade. Finalmente reconheci Ventura como um dos cds mais importantes da minha vida. Depois de quatro anos, ainda me impressiona. E, desde as primeiras linhas desse post, estou ouvindo Rufus Wainwright, um desses artistas totalmente aleatórios que aterrisaram na minha vida naquela época. Canto junto I could be a great star but still I'm far from happy e me entendo do meu próprio jeito quando cantamos (juntos, sempre) Trying to get my mansions green after I've grey gardens seen.
Deixar renascer o que éramos num passado tão presente é um exercício tão simples de auto-descoberta. E música pra mim tem um papel absurdo nisso tudo de identidade. Não é aquele papo bobinho de professora de redação: é que eu vou mesmo ouvir aquilo que mexe comigo por me mostrar quem eu sou.
E cantando eu vou me conhecendo e me deixando ser conhecido.
Brigadão por participarem do processo.
*Post dedicado a Juliana Tardunho e Jorge Zanin, que me aguentaram desde o primeiro dia do trote até a Banca; e para Cíntia Costa, que além de ser uma das minhas jornalistas chamadas Cint(h)ia favoritas, é provavelmente a amizade mais antiga que eu tenho e provavelmente uma das únicas amizades que não me dão medo.*
enviada por DéZ
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